Do
ponto de vista sócio-económico, o time-sharing
oferece uma série de vantagens.
Para
os consumidores:
- muitos sonham com um lugar de férias, mas o orçamento
é limitado. A fórmula do time-sharing pode
tornar esse sonho realidade;
- as despesas fixas da residência de férias são
repartidas entre os diferentes detentores de timeshare.
Para
os industriais deste sector:
- que vêem aumentar a lotação dos locais de
férias.
O
time-sharing em si, não é uma fórmula
perigosa, mas muitas práticas comerciais que lhe estão
ligadas deixam muito a desejar. Estes problemas existem devido
ao facto de, na maioria dos países europeus, os promotores
ou vendedores não estarem submetidos a nenhuma regra para
aceder à profissão, contrariamente ao que acontece
no sector das agências de viagens. A Bélgica é
o único país que obriga os vendedores a inscreverem-se
oficialmente.
Eis alguns exemplos mais comuns de práticas duvidosas.
1. Alguns vendedores não hesitam em recorrer à publicidade
enganosa, apresentando o time-sharing como um direito de
propriedade.
2. As técnicas de venda são, por vezes, agressivas
(telemarketing ligado a concursos falsos, questionários
e sorteios, viagens, venda após demonstração
num hotel de luxo ou uma excursão, prestações
baixas, etc.).
3. Os prospectos de venda são, muitas vezes, sucintos e
omitem a natureza jurídica dos direitos adquiridos, a qualidade
do alojamento, as despesas suplementares, de transporte, o inventário
das residências e as semanas disponíveis, etc.
4. A falta de informação reduz as hipóteses
de troca ou de venda do time-sharing. Por vezes, são
mesmo impossíveis caso o empreendimento e a semana sejam
desinteressantes.
5. Algumas empresas menos honestas contactam os titulares do time-sharing
e prometem arranjar um comprador para a semana que eles detêm
e, em troca, pedem para adquirir um novo time-sharing (técnica
conhecida por "compra e venda"). Alguns vendedores prometem
assim revender o time-sharing a um preço irrealista.
Na maioria das vezes, a promessa não se realiza com prejuízo
grave para as finanças do consumidor.